22 janeiro, 2012

Para ti: os meus segredos



Portei-me mal, eu sei! Tenho dado voltas à cabeça e cambalhotas ao coração. Contorço-me e retorso-me de remorsos e mesmo assim enxovalhada, cheia de vincos, ainda conseguem salpicar de mim, gotas de chuva da trovoada que provoquei sobre as nossas cabeças.
De todas as ideias que surgiram tímidas, em passinhos medrosos de quem tem medo de irar a própria sombra, esta achou-se com forças para espreitar à rua e vir pedir o que tanto quero: perdão.
Porque não voltar ao inicio e refazer tudo outra vez?
Foram as cartas, elas e a música, que nos juntaram:  sejam as cartas e a música, de novo, a fazer  pulsar o milagre que é o nosso amor.
Escrevo-te assim esta carta enorme, contornada a exageros de quem te ama, com o exagero que só uma mulher/criança como eu sabe mostrar e vou fazê-lo todos os dias da minha vida, até voltares para mim.
Espero que gostes, são só para ti e sempre para ti, os meus segredos.